sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Eremita do Concreto

Vaga só e sem esperança, com passos trôpegos, jamais se deleitou no terno aconchego do lar materno, filho do mundo. Esbanja liberdade que de nada vale em sua lastimável situação, nem sequer lembra-se da última vez que sonhou. Em noites frias debruçado sobre uma soleira mais fria ainda, encolhido, acompanha com os olhos o compasso de passos alegres, a felicidade alheia soa tão vazia para quem nunca teve a chance de experimentá-la. Roupas caras e festas elegantes soam como contos de fadas para aqueles que nascem fadados a permanecer submersos na tristeza e assim então fenecer na miséria.

3 comentários:

  1. é difícil entrar nessa nóia e ficar "matutando" nela o tempo todo... mas acontece, afinal, a vida fode com todos!

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