Essas cortinas que a tarde nos traz se esparramando por sob o luar,
Transfigura nosso ego trazendo apenas o acaso a nos guiar,
Esses caminhos vazios temperados pelos desejos que o proibido nos traz,
Desejos sagazes que nos levam a pensar naquilo que nos faz desatinar,
O acalanto que os ares da primavera nos incitam a deixar,
Em meio a escombros o que um dia foi o elo a nos guiar,
Unindo duas mentes que o capricho do destino fez se encontrar,
Mentes munidas pelo dom de influenciar até o mais alienado pensar,
Melodias fluem da tênue linha que se recusa a ceder,
Do parco córrego de água fino filete esse que se recusa a secar,
Pelos estigmas cravados de tempos em tempos nesses que insistem,
Quem sabe por culpa acaso esses seres que vivem a penar,
Por essas estradas longas ao som de gargalhadas arrogantes,
Maus dizeres constantes que nos levam aos paraísos que contem,
Quem sabe por bem aquilo que esses seres vivem a pensar,
E a cada badalar do relógio eles sentem o tempo esvair-se,
E quanto mais rápido se dissipa torna mais difícil elevar aquilo que um dia a vida
Insistiu por insanidade talvez por capricho brotar, esses seres que fazem pensar,
Fazem-nos voltar, refazer, e nesse solitário andar até mudar o destino,
Que o tempo insiste a nos fazer desatinar em lagrimas
E nosso elo romper com o intuito de assim então a mudança frear.
Nenhum comentário:
Postar um comentário