Fina penumbra oculta o que a sociedade não fita,
Pois se fita o rubro entardecer por trás dos olhos,
nada vê a não ser aquilo que pensa ser,
nada mais sendo que alvo daquilo que poderia ser,
não podendo nem mesmo ser o que pretendia ser.
Olhos que não fitam presos a mentes que não pensam,
E sendo pensadas como por assim dizer, pensam pensar.
Ambição essa teria de prevalecer, mas aquele que nada vê,
Parece entender, por trás da penumbra, o que todos pensam ver,
As cores vivas lhe trazem caminhos alternados,
por entre escadas que a nada levam, que ao inferno guiam,
ou quem sabe elevam lhe ao apogeu do pensamento.
Enforcados na linha tênue da onisciência embriagam-se,
Perdidos em sonhos solitários, Tentam em vão enxergar,
No entanto chegar a levitar por entre estradas e rios,
Campos vazios, cheios de sentimento que tudo ali alimentam,
O fim mais esperado por aqueles que nada esperam,
Pois compreenderam tudo como o veneno da víbora,
E necrosam o sistema que fraco desatina em golpes baixos,
Furando lhes as vistas, com o punhal que introduzido em sua alma
Faz seu sangrar o levar mais perto do dia que fenecer seu afazer será.
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