Tantos caminhos se abrem, tantos se fecham,
Tantos cruzei e a vida é curta,
Uma vida é única, porém múltipla,
São tantas as vidas que se pode viver,
Tendo uma só vida, que às vezes sinto,
Nunca ter vivido intensamente, nenhuma.
E nesse vazio perpetua minha agonia,
De maneira intensa e insuportável,
A arma busca minha fronte,
O dedo almeja o doce toque
Do gatilho que sutilmente oculta a dor.
Não, não posso ceder, mas a tentação
Me puxa, não há saída desse abismo,
A vida emerge da sombra, a sombra se desfaz,
A luz se refaz, e nesse instante tudo volta a brilhar,
Não há mais porque penar.
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