domingo, 19 de dezembro de 2010

Fatigado e Fugido

Fiquei divagando, sentado em um banco qualquer
Olhando fixamente para o livro enquanto as letras dançavam suavemente
Tudo isso me levou a deixar aquele lugar, tentar fugir.

Fugir desse mundo insensato onde tu ganhas o que não mereces
E não o que merece, fui então até o bistrô mais próximo,
Adquiri uma garrafa de um bom vinho.

Ao som da bossa nova tento afogar as lagrimas,
Que surgem casualmente entre as lembranças de dias mais alegres,
O vazio que se tornou minha alma corrompe meus pensamentos
E me arremessa num mundo de tristeza, onde então descobri
Que nada posso fazer, que nada serei, e que tudo que penso parece bobagem.

Olhos alheios fitam meus dias despreocupados com ódio,
E meus dias de angustia com prazer
Nesse silencio desespero que se tornou minha existência
Ansiando pela morte a cada volta que dou

Entro no meu carro e não sei se voltarei a sair dele com vida
Todas as vezes que fito os pares de luzes que vem em minha direção na estrada
Sinto vontade de ir ao encontro de seu doce deleito
Que seria então o fim do sofrimento
Mas nem disso sou capaz, eu sou fraco.

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